sábado, 24 de setembro de 2022

O ativismo estudantil: as lutas de ontem, os problemas de hoje e as conquistas de amanhã


De Miguel Xavier

Os estudantes, enquanto setor da sociedade, combinam duas das melhores características que se pode esperar num ativista: pensamento crítico e energia para lutar. Estas duas características, canalizadas através do movimento associativo e das juventudes partidárias, permitiram a conquista de melhores condições para si.

No entanto, embora seja sensato e proveitoso relembrar os confrontos do passado, é também necessário lembrar o enorme trabalho que ainda há por fazer. Os estudantes de hoje, tal como os de ontem, deparam-se com problemas que mesmo sendo diferentes não perdem a sua importância.

Problemas como a falta de habitação, a falta de apoio psicológico e as propinas ainda bastante altas são algumas das barreiras que impedem que vários alunos possam frequentar o ensino superior caso o queiram e, como tal, devem ser confrontadas. 

Mas como confrontá-las? E mais importante ainda, como criar uma solução mais justa? Ora, para que se estas deficiências sejam enfrentadas e se criem alternativas mais justas é necessário que as associações de estudantes juntamente com os núcleos partidários das suas faculdades realizem uma campanha de mobilização dos seus pares, de forma a pressionar tanto os dirigentes políticos como os académicos a darem uma resposta às necessidades deste grupo.

Para que tal aconteça é necessário incentivar o diálogo entre estes dois tipos de estruturas de modo a que todos se mobilizem e lutem juntos, como em tempos lutaram. Em suma, é absolutamente necessário que haja uma mobilização dos estudantes para a reivindicação de melhores condições, para que assim todos possam ter acesso ao ensino superior sem que a sua condição económica seja um fator de impedimento.

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